Afinal, nem só de desesperança, de maus governos, de invejosos, de gananciosos, de politicos insensiveis, personalistas e de aproveitadores é composta a nossa sociedade, e feito o nosso mundo. Temos, e em numeros expressivos, elementos, dentro e fora da politica, nas artes, na medicina, nas letras, na religião, no serviço público, em todos os setores da vida, que se preocupam em faser deste, um mundo melhor, mais participativo, menos cruel.
E neste particular, Esta feira de Santana, que bem poderia ser de Jesus, é extremamnte abençoada. Poderia escrever centenas destes artigos apenas para descrever ações de centenas de homens e mulheres que dignificam sua história.
Amante que sou, (ainda que defenestrado, ignorado e muitas vezes discriminado pela minha caracteristica em dizer e escrever as palavras com todas as suas letras,e a verdade ainda que doída), desta terra onde cheguei aos 21 anos, onde comí buchada com farinha na barraca de dona Emengarda, no mercado do fato da rua Aurora, tomei cachaça com alecrim no buteco de Nivaldo Corcunda, do terno de rei da queimadinha e vendí saborosa - a cachaça da moda de então- gelada escondida nos carrinhos de picolé da Princesinha (por conta própria, é claro) instalada ainda no beco de Mané Matias, vendí frutas na grande feira da Getulio Vargas e fui locutor do serviço de auto falantes do pioneiro no ramo, Topa- Tudo, na rua nova), por que por ela me apaixonei desde que desenbarquei de um pau de arara, vindo de Tobias Barreto, e nela resolví viver o resto de minha vida. Com duas rápidas saidas, numa das quais em São Paulo alcancei o estrelato trabalhando ao lado de Famosos nomes do rádio, fiz narração de filmes da atlantida, e fui o primeiro garoto propaganda da bozzano no rádio, conhecido pela voz no país inteiro. más nem tudo foi fácil e nem o caminho andado só de flores. Aqui chegado já profissional de excelentes caracteristicas, ingressei na Radio Sociedade no ano em que foram inaugurados seus modernos estudios no capuchinhos, e na primeira transmissão feita dos salões da Euterpe feirense, ajudei a equipe a destronar a Radio Sociedade da Bahia que para aqui mandava a sua equipe capitaneada pelo saudoso J. Luna e pela primeira vez o troféu de campeã da cobertura da micareta ficou em Feira de Santana. e como já vinha me destacando como locutor noticiarista, paguei caro por mostrar o dom que Deus me deu. Eu eu não sabia ainda até onde chegava a inveja, o medo da sombra e da concorrencia, e num ato de inesperiencia, virgem de vicios, deslumbrado pela falsa paparicação me deixei embriagar, e ao chegar na manhã seguinte ao trabalho encontrei um bota fora assinado pelo então diretor de noticias, cidadão que marcou a historia do rádio de Feira eliminando concorrentes e deixou seu nome nos anais embora morrendo de forma melancólica e práticamente desassistido por não cultivar a humildade e o companheirismo.
Desenpregado e sem meios de subsistencia, passei a fase já descrita, até que conheci, depois de peripécias que nada representam para aqui ser contadas, um cidadão de conciencia limpa e respeito aos direitos alheios que me abriu a segunda porta e lá fui eu para a Radio Carioca de onde saí anos depois para a Radio Cultura a convite de Oscar Tabaréu. Nesse ínterim, em 1988 resolvi me dedicar a causa comunitária fundando o Grupo de Assistencia Social Treze de Maio hoje desativado após o término de meu ultimo mandato em 96. Ao mesmo tempo para manter a integridade e garantir o sustento, fui locutor de rodeios no sul da Bahia, mestre de cerimonias, administrador do Edificio Paulo Cordeiro, locutor de exposições agro pecuárias,vendedor do baú da felicidade vendedor de peças de fogão e geladeira, apresentador de comicios, e tambem redator e apresentador do Programa Ronda Policial ao lado de Chico Caipira por mais de um periodo chegando num destes, ao lado de grandes conpanheiros inclusive o Francisco Almeida e o Pedro Justino a ajudar a fundar o atual Sindicato dos Radialistas, hoje finalmente presidido por um verdadeiro profissional da área. Um capitulo á parte é minha historia na Radio Subaé. Aliás não há historia. Depois de 10 anos de frustações por não poder chegar aos seus microfones graças a barreira imposta por elementos que lá mandavam e desmandavam, e acredito que pelos mesmos motivos do meu primeiro carrasco, lá cheguei, sem nenhum compromisso formal, atravéz do Amigo e companheiro Silverio Silva que terceirizando o seu horário, me convidou para ser seu comentarista. Fato já emvolto nas brumas do esquecimento valendo apenas como registro para que saiba o leitor; Foi sofrido o meu caminho até hoje, só que nunca tergiversei. Nunca me deixei abater, nunca me entreguei ao desanimo e nunca permití que baixassem o meu preço e o meu carater. Nunca soube o que é temor, e até hoje beirando os 66 anos de idade, não carrego saco de medo nas costas e nunca deixei pela metade uma tarefa. Sempre as termino, mesmo sob ameaças,(e estou provando isso agora no Feira X), e graças a esta minha caracteristica, foram derrubados os argumentos apresentados contra mim e garante até hoje meu assesso a programação desta conceituada casa onde tenho como amigo, todos os seus funcionários e contratantes, todos grandes profissionais. Como são grandes profissionais todos os que fazem a imprensa de hoje na Grande Feira. Perfeitos?, nem sempre, más zelosos de suas responsabilidades, Nunca o rádio Feirense esteve tão atuante. Nunca antes foi o rádio Feiranse tão corajoso na cobrança dos direitos do cidadão, e mesmo dez anos dele adastado, ainda me orgulho de poder diser, embora hoje escreva mais que fale mais que fale, sou radialista.


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