14 de abr. de 2008

FEMINILPOLITICOFOBIA

PARACE SER ESTE O MAL a que está acometida a nossa camara de vereadores nesta ultima legislatura. Já em outras duas, tivemos a presença da mulher, em numero tão inexpressivo que passou despercebido a curiosidade dos nossos edís. Nesta, embora em numero que em nada ameace a bancada, quase totalitária de homens, parece que os marmanjos, sentindo a possibilidade de crescimento do numero de mandatos femininos abriram baterias no sentido de impedir seu crescimento, ou pelo menos dificultar a reeleição de sua representatividade. O primeiro alvo foi a vereadora Eremita Mota. Sua coragem de enfrentar de frente as pífias insinuações e acusações sem provas que lhe lancaram, sua combatividade, fiseram com que os balões de ensaio caissem por terra. Veio a forçada trégua. Agora, o denuncismo profissional e tão em voga e uso na oposição, se volta para a vereadora Cintia Machado, lamentavelmente com o aval de colegas de grupo politico e bancada, como uma orquestrada tentativa de deslustrar-lhe o mandato, e diga-se de passagem, sem o menor resquicio de cavalheirismo ou lealdade, talvez confiantes na sua postura de mulher educada, incapaz de responder com grosserias as provocações, por conta da educação esmerada, filha de familia de fino trato que é. Confesso que entre as acusações até agora lançadas contra a vereadora, não vejo crimes mais graves que os cometidos há centenas de anos por outros parlamentares, de outras paragens, vendo-os insignificantes ante os cometidos pelos representantes do povo na esfera federal, nas Assembleias Legislativas e outras colendas casas onde a lei e a justiça é conspurcada, ferida de morte, e lesiva aos interesses do povo, se é que tais "crimes" foram cometidos. Aqui, a "comissão de ética" levada pela antefeminilidade e receiosa da ferocidade verborrágica da oposição (QUE É MAIOR DO QUE SE PENSA) chegou a punir a vereadora com "advertencia verbal" o que equivale a um carão publico, lá, nas altas esferas, ministros, senadores e deputados, depois de assacarem contra a economia popular, roubarem descaradamente o dinheiro do povo e cometerem os mais abusivos atos contra a constituição, são reconpensados com a recondução a altos cargos ou a eleição para o congresso nacional. E olhe que a vereadora Cintia Machado, nunca participou de mensalões, nunca recebeu jetons por sessões longe do plenário, nunca recebu malas de dinheiro para aprovar projetos governamentais, e numca quebrou o decoro parlamentar, com denuncias vasias ou ameaças pessoais a seus pares. Se os orgãos oficiais de imprensa, aqueles que deviam imformar ao publico sobre a atuação dos parlamentares cumprisse o seu papel de forma menos timida, por certo o Feirense saberia da performance da vereadora, do volume de projetos de sua autoria todos eles de interesse e na defesa da comunidade. Trabalho que aliás deveria ser tambem feito por sua assessoria (eles ganham e bem para tal). É hora de pensar em grupo. É hora de pensar mais no futuro de Feira e menos no espirito de corpo existente na nossa casa da cidadania. As mulheres ganham a cada dia mais espaço na sociedade, pelo seu desprendimento, pela inteligencia, pela sensibilidade com que agem nos mais diversos setores da vida, pela responsabilidade, e acima de tudo pela garra com que defendem os seus direitos. É hora de se deixar para trás a discriminação vergonhosamente existente em todos os setores da vida. É hora de igualdade. Estabelece-se quem tem competencia, e a mulher tem provado ser competente. E como em todos os setores da vida, não há mais lugar para a FEMINILPOLITICOFOBIA. Deixem Cintia trabalhar em paz, Feira tem muito a ganhar com a sua inteligencia. Aliás, se houvessem mais mulheres na nossa camara, talvez a sua imagem perante o publico fosse menos criticada e mais operosa.