28 de dez. de 2007

O PRESÉPIO ESQUECIDO

Autor:
Niltom Bellas Vieira
Advogado, Escritor, ex Parlamentar e
membro do Instituto Histórico e
Geógráfico de Feira de Santana e o Prefeito José
Ronaldo de Carvalho
Passado o Natal, a maior festa de confraternização, entre todos os cristãos de todo o mundo, e que segundo seus maiores doutrinadores, teólogos, é o maior evento da histária, uma vez que se trata da propria encarnação de nosso Deus, nosso pai celestial, o grande arquiteto do universo, senhor de todas as coisas, amado, adorado, respeitado e idolatrado por todos nós, seus filhos, criados sob sua semelhança.
O momento agora, é da mais pura reflexão, pela mais pura conclusão: o Natal deveria ser a festa em que todos os homems de fato, pudessem repartir o pão, doar-se na amizade, no amor puro a seu semelhantes, em gestos de sinceridade, de lealdade, de fraternidade, um momento certo de se banir, o ódio e a inveja, dos corações de alguns, apagando ressentimentos, essa doença cronica que, corroi a alma , enterrando de vez a ira no deserto da rejeição.
É hora de se pensar, numa melhor percepção de vida, abrir mais os olhos, enxergar mais profundamente os designios de Deus, identificando-se como o cego de jericó, e como ele, tambem, por seus olhos espirituais, enxergar melhor, as novas realidades da vida, enxergar-se por dentro, limpar o espirito das impurezas do mundo exterior, chagas trazidas pelo rancor, do revanchismo, do preconceito e da intolerancia, é hora de viver bem, primeiro consigo proprio, conhecendo-se melhor, analizando os proprios erros, perdoando para ser perdoado. Se, num momento, da mais pura meditação, considerei-me um injustiçado, por alguns, que me rodeiam no dia a dia, ao relembrar-me do sofrimento no calvário de nosso senhor Jesus Cristo, que, ao morrer por nós, foi o mais injustiçado dos homens, concuí: por que ELE, perdoou a seus terriveis algozes, e nós, pobres mortais, que não sentimos a dor da crucificação , não perdoar tambem? E olhe que, ao pedir ao pai, que lhes perdoasse, o fizera decorrente, do julgado, do ato de insensatez, pois não sabiam o que faziam.
Ele nascera num mundo de ódio e cheio de imconpreensões, onde a ganancia, a usura, a inveja, a hipocrisia, imperavam no cotidiano das vidas, daí a elaboração das sagradas escrituras, o trabalho despendido pelos santos apostolos, em seus quatro tradicionais evangelhos, insertos no santo livro, onde a humanidade poderia dali tirar os maiores comportamentos de ética, de moral, de amor e respeito ao próximo, pois, como um código de vida, é o maior dos ensinameentos deixados por Jesus Cristo, que não se arrefeceu, foi como um lírio que brotou do pântano das dificuldades humanas e não se conspurcou, como também, um raio de sol que venceu as trevas do ódio, ao iluminar os caminhos que levam á paz, a fraternidade e ao amor entre os homems.
Lembramo-nos do presépio de Dr Athayde Guimarães, cuja façanha era a de relembrar o nascimento de Jesus, a simplicidade da gruta, a pureza de uma pequna manjedoura, e as figuras de Maria, José, dos pastores, dos reis magos, da cachoeira, do riacho, movidos por pequenos equipamentos eletronicos, da rua do tênis, até a subida do sobradinho, tradição seguida durante décadas, mas que se tornou, nos dias de hoje, para tristeza de muitos, num presépio escondido, mas nosso Senhor Jesus sempre por todos alí adorado.

25 de dez. de 2007

REPENSAR O NATAL II

Confesso que fiquei quase feliz ao ver na televisão, algumas timidas e esparsas tentativas de faser feliz crianças pobres de algumas poucas das mais pobres comunidades brasileiras. Nós os brasileiros, nos conformamos com tão pouco...Vi a contar nos dedos, grupos de empresários, algumas ongs e tentativas isoladas de pessoas a faser a doação de bonecas, carrinhos, e até no ápice do mais barato sensacionalismo, programas de televisão (as expensas de patrocinadores) "fazer" a felicidade de algumas crianças excepcionais. E nada comove mais o expectador que não pode dar para o proprio, filho, o mimo que gostaria, que ver exposto na telinha para o mundo, a receber "carinho" e sonhados brinquedos das mãos de generosos "titios" que gastam mais com seus cachorros, alimentados a filé, e tratados em "petishop" onde uma sessão de embelesamento (no cachorro) custa mais que a mensalidade de qualquer creche, comunitária (que o diga a balza rainha dos baixinhos) uma criança 'diferente'. Na morbidez do prazer em mostrar os "excepcionais', eles os astros, esquecem de cobrar nos seus programas, ou não tem coragem para fazê-los, do governo federal, do legislativo, e quem sabe, até dos partidos politicos atravéz dos seus programas de governo, politicas sociais que tirem efetivamente os pais destes excepcionais da mais absoluta pobreza. Por que eles lá estão. E Não são as imagens da vinte e cinco de março, o maior camelodromo do país, abarrotado de gente porque onde se tem o menor preço em face da facilidade com que ali chegam mercadorias contrabandeadas, de baixo preço a inferior qualidade que vão tirá-las de lá. O que tira o homem da miséria é o trabalho, o emprego, dificilmente encontrados no Brasil, e sobre isso falaremos depois. Eu teria ficado um pouquinho mais feliz, lhes confesso, se não tivesse lido e visto no ESTADÃO.COM.BR, reportagem do não menos conceituado jornal Francês LE FIGARO, que diz textualmente. "NO BRASIL, CRIANÇAS PREFEREM COMIDA A PRESENTE". e a reportagem lá está a relatar para quem possa acessar a internet, uma verdade vergonhosa. O projeto Papai Noel (dos Correios) que expôs em suas agencias parte das dezenas de milhares de cartas enviadas pelas crianças Brasileiras ao 'bom velhinho" revelou uma realidade bem triste: em 60% das 11 mil cartas recebidas só no Recife, as crianças desejavam receber, bolos, queijo, peru e na sua quase totalidade, apenas uma cesta básica. Transcreve ainda a reportagem, trechos de cartas em que pais e crianças que as assinaram pediram alimentos, vestimentas e utilidades, como carrinhos de bebê. E os numeros aqui relatados dizem respeito apenas ao estado de Pernanbuco. É este o país que queremos? o do dinheiro virtual? do crédito fácil, porem ficticio? garantido pelo cartão de crédito o nosso "dinheiro de plático' que faz com que o Brasileiro desepregado, no comercio informal, ou no sub emprego, sem nenhuma garantia salarial, compre o que as veses nem necessita, e que provavelmente não poderá pagar, ameaçando levar o comercio nos próximos meses a insolvencia via inadimplencia?.
Para o Le Figaro, com o evento do crédito fácil que fez o consumo explodir, " apesar de uma ligeira melhoria, o Brasil exibe um dos mais elevados indices de desigualdade do mundo. A operação Papai Noel demonstra que o programa de subsidios sociais instaurado pelo governo Lula não é suficiente nem para reduzir os desvios estruturais, nem para erradicar a fome".
Estamos a viver num governo de fancaria, em que a educação e o ensino profissionalizante é de péssima qualidade. Em que os miseros salarios não garantem sequer um sobrevida digna. Sem especialização profissional, hoje ninguem chega a emprego, por conta da automação e da informatização da industria. Cresce a cada dia o exercito de desempregados, o comercio informal abastecido pela entrada franca de produtos contrabandeados sufoca o comercio formal, a carga tributária é cruel e irreal, A industria não cresce por conta da escassês de mão de obra especializada. A saude nunca esteve tão doente e maltratada, a segurança está a pedir socorro e prestes a ser sufocada pela bandidagem que já dá as ordens nas grandes metropolis. E a nossa televisão continua a mostrar para o mundo os planos mirabolantes de um governo de faz de conta, para um país que está a beira da falencia, politica, moral, e civica...com ums poucos apaniguados comendo todo o bolo, enquanto a grande maioria da população ...lambe os beijos e apara as migalhas que lhes cai de fartas mesas. Será mesmo esse o país que queremos?

14 de dez. de 2007

O CORAÇÃO DE RONALDO

O coração de Ronaldo, nesses cinquenta e lá vai anos, tem suportado os mais diferentes tipos de pressão. A pressão da ingratidão, do interesse puramente pecuniário. Da falsidade, da incuria por conta de secretarios que coloca a maquina do governo mais a serviço de seus cabos eleitorais e de suas proprias candidaturas que a serviço da administração como um todo. A pressão maior, que é o querer atender e resolver os problemas de toda uma comunidade, o que nem sempre é possivel, e o que deve pesar mais, a responsabilidade de administrar com seriedae, sem falcatruas, sem protecionismo, considerando mais a prestação de serviços a comunidade que a amizade, que nem sempre e ele o sabe, é verdadeira. Suportou traições, incompreesões, e a responsabilidade de manter unido um grupo nada homogeneo, permeado das mais diferentes ideologia e interesses. Ressentiu-se o coração de Ronaldo, do peso da responsabilidade e do imensurável volume de trabalho desenvolvido em beneficio de toda uma comunidade, ávida por mais e mais. E baqueou...E foi parar no hospital para, esperamos pequenos reparos. Submete-se hoje, o Prefeito José Ronaldo de Carvalho a colocação de pontes de safena. Esperamos que seja algo de importancia menor, que seja apenas um reparo, para que não venha a parar esta máquina que, há mais de cinquenta anos vem trabalhando sem descanço para que Feira de Santana pudesse avançar setenta anos em sete de administração. Sucesso Ronaldo. Que o senhor Deus guie as mãos que vão cirurgiá-lo, que voçe resista e que volte o mais rápido possivel a cidade que voce ama para cumprir sua rotina de trabalho em beneficio do Feirense que ama voçê.

10 de dez. de 2007

POR ESTAS E OUTRAS! PRECISAMOS REPENSAR O NATAL

Estamos em pleno natal. Nesta data, há por parte da humanidade uma tendencia natural para a fraternalização dos povos. Nos anais da história há estórias de exemplos de atos de caridade, de confraternização, de perdão, de repartir o pão, atos de amor. há no ar um que de doce misterio, de crença, de fé, e até de entrega. As pessoas estão mais propensas e caridade, e a compaixão.
Afinal, o natal é tempo de reviver, ou de viver em toda a sua plenitude a Cristandade. Fala-se sobre isto. Escreve-se sobre isto. prega-se sobre isto...canta-se isto. Más será que vivemos isto?. Será isto o que lemos no dia a dia dos jornais?. Será isto o que vemos no dia a dia dos noticiários da televisão?. O que ouvimos no rádio?.
Haverá amor na disputa pelo poder?. Haverá caridade na disputa diaria pela riquesa?. Haverá fraternidade na ignorancia por um ato de pura cidadania?. Haverá amor no despreso pelos sentimentos de outrem?. Haverá compaixão na banalização da vida ?.
E não serão estas as regras mais seguidas no contexto social do hoje?.
O animal homem que suprime a existencia do seu semelhante para lhe tomar o lugar na sociedade politica, que conspurca a propria consciencia no afan de adicionar mais algumas cifras á sua conta bancária, mesmo sabendo que vai através de ato politico condenar milhares de seres viventes a um futuro de dificuldades, de miséria. O médico que renega a seu juramento de salvar vidas, porque o paciente que lhe está as mãos não pode pagar o preço com que mercadeja a sua ciencia, O mestre que nega ao aluno o direito ao saber, porque o governante não lhe cede ás pressões pelo salário desejado, ainda que este não lhe seja justo, A ganancia desemfreada que faz com que o comerciante transforme o natal em tempo de ganhos faceis, O religioso que abandona a propria sorte e a sanha assassina do governante megalomaniaco e desvairado, o religioso que se oferece em holocausto, por não concordar com seus planos mirabolantes, por questões puramente religiosas, ou politicas, O mandatário que emprega verbas astronomicas em obras faraonicas, enquanto que milhões de crianças morrem de fome, atropeladas nas esquinas da vida, corrompidas pelo narcotráfico ou apodrecidas pelas drogas. Crianças e jovens que se tornam bandidos pela falta de educação, proteção, jogadas nas universidades do crime em que se constituem as casas de encaminhamento, enquanto os programas governamentais abiscoitam bilhões e bilhões através de atrativos programas televisivos de cujos lucros a sociedade nunca toma conhecimento. O mesquinho corporativista e criminoso desdém com que os donos do poder tratam e relevam as denuncias feitas, por quem não lhes frequentam as fartas mesas, repletas de iguarias e vinhos de suave bouquet, adquiridos com mau e maldito dinheiro.
Falta de leis, ou o mais completo descaso para com as que existem e que são criadas para serem desrespeitadas?. Ignorancia dos fatos, ou a mais completa insensibilidade, falta de amor ao proximo, completa insensibilidade ao espirito natalino que nos convida ao amor, a fraternidade,
a Cristandade?... É preciso repensar o natal. Como está hoje a data, ao invés de nos levar a festa do renascimento espiritual, em que o pão só chega á mesa dos potentados, só nos leva a ver que regridimos espiritualmente e que nos tornamos materialistas e egoistas.
Por certo que não é este o natal que Cristo quis nos legar com o seu nascimento, e muito menos nos quis ensinar com seu exemplo de amor, tão grande, tão imensurável, que lhe custou a propria vida, tão banalizada pelos nossos atos, quanto hoje está a daqueles por quem ele, o Cristo se auto imolou.
É HORA DE SE REPENSAR O NATAL

3 de dez. de 2007

POR ESTAS E OUTRAS

TERCEIRA IDADE!
Ou seria a idade da humilhação?. Alem da visivel dificuldade que tem o idoso Feirense em andar na sua propria cidade, de exercer seu direito de ir a vir, e não só o idoso, más em especial o portador de deficiencias fisicas, o cadeirante, o deficiente visual, o deficiente auditivo, o deficiente renal, enfim, o ser humano que por conta de anomalias congenitas ou não, não tem a mesma agilidade, do ser humano dito normal, é em Feira de Santana tratado como ser abjeto, como cidadão de terceira categoria e a ele é negado todo o direito de exercer com plenitude a sua cidadania.
E não é por falta de leis, porque de leis inócuas, inconstitucionais, e até iláricas, os anais da nossa douta Camara Municipal está a jorrar pelo ladrão. Leis que pela inconcistencia, pela má redação, pela má interpretação, e até leis consistentes, justas e humanitárias, pela falta de fiscalização, pela impunidade ao seu desrespeito e não cumprimento se tornam arcaicas e causa de mote para gracejos. Leis são criadas para tornar inócuas outras leis, como a lei que garante aos donos de biroscas, bares, disfarçados lupanares e similares o direito de atravancar as calçadas, antes territorio livre para o direito de ir e vir do cidadão, hoje literalmente obrigado a disputar com apressados e maleducados motoristas, as pistas de rolamento das ruas do centro da cidade.
Inconstitucional, desumana e incongruente é tambem a lei que permite á empresas de midia, ocupar o centro das calçadas com todo o tipo de tabuleta, poste, cavalete, baner, e outros artificios.
E o que diser do flagrante desrespeito ás leis, perpetrados pelas autarquias, e empresas institucionais terceirizadas ou não a despeito dos CORREIOS com suas caixas de coleta, da COELBA com seus postes de iluminação, da EMBASA com suas caixas, esgoto e tampões de caixas de galeria no centro das calçadas, e em certos pontos, até postes de sinalização de transito?. Trechos há em que se torna impossivel, verdadeiro tormento para o cadeirante ou o cidadão deficiente ou idoso trafegar. EM ESPECIAL NAS RUAS DO CENTRO. De tudo e toda especie de empecilho há para impedir que o cidadão, e não só o idoso e deficiente, use as calçadas da cidade Princesa.
O uso deseducado e irracional das calçadas para a exposição de mercadorias, é matéria para comentário á parte, e para não sermos massificante ou demasiado prolixos, atentemos para um verdadeiro atentado aos DIREITOS HUMANOS, que ora se configura em nossa Feira de Santana. Até pouco tempo, os onibus do TRANPORTE URBANO reservava por força de LEI, 5 (CINCO), espaços para o uso do IDOSO, A GESTANTE, O DEFICIENTE FISICO, E A LACTANTE, (de duvidosa necessidade). Com a obrigatória e mais que necessária renovação da frota, AS EMPRESAS DE TRANSPORTE SIMPLESMENTE DESATIVARAM ESTA LEI. Ato do Governo?...da Camara Municipal?... Alguem se pronunciou á respeito?...O fato nú, desrespeitoso e crú, é que alem da redução do espaço com a relocação do indeftivel "curral" do cobrador para mais perto da porta dianteira, apenas (TRÊS) assentos são disponibilizados para os "indigentes" como são tratados os que por acidente, anomalia, enfermidade ou por idade, depois de contribuir por quase toda uma vida, hoje por direito adquirido e por força de LEI, não paga mais a passagem.
É como se deles fosse a culpa. Ou como se em Feira de Santana, a lei fosse individual, sujeita ao critério, ao interesse ou ao humor de cada um, obedecê-la ou não.
Tímidas reações se fiseram sentir. Vozes claudicantes se fiseram ouvir, e tudo continua dantes como no quartel de abrantes. A quem caberia a defesa da lei, em favor dos mais desamparados?. Sei que somos menos que uma gota d'água no oceano dos sofridos, mas cremos na JUSTIÇA... Se não na dos homens, na de Deus, a tocar na CONCIENCIA, dos que mais tarde tambem irão sofrer as consequencias da AMBIÇÃO DESMEDIDA dos que hoje estão acima da lei e debocham dela...ou quem sabe os seus descendentes. Melhor seria para a nossa sonolenta sociedade, que tal atitude viesse dos que HOJE tem nas mãos os mecanismos para COIBIR os desmandos praticados pelos poderosos de plantão. Quem sabe algum vereador venha a ler este despretencioso balido, e mesmo sem citá-lo, resolva cumprir um dos seus principais atributos...A FISCALIZAÇÃO DAS LEIS. Já não seria sem tempo.