19 de nov. de 2007
MODUS OPERANDIS POLICIALESCOS IN BRASIL
Em paises civilizados, o cidadão passa por verdadeira peneira, uma sucessão de cursos, concursos e estudos preparatórios, para então se submeter a provas que
lhe dirão apto ou não para portar uma insignia, que dalí por diante passará a
representar todo um sonho e um ideal. Apartir daí, o cidadão passa por exaustivos treinamentos que o habilita a portar arma e lidar com seres humanos. Entre esses ensinamentos, estão noções básicas de respeito ao cidadão, de respeito as leis e a defesa das mesmas, dentro dos principios básicos do respeito á cidadania, e a constituição do país. Nos países civilizados, o cidadão é inocente até que se prove o contrário, e as provas devem ser coletadas através de INVESTIGAÇÃO. Nos países civilizados, a inviolabilidade do LAR é garantida por lei, e a menos que seja explicita a periculosidade do elemento ela é sagrada. O policial nos países civilizados, é respeitado pela população civil que nele tem um guardião dos seus direitos constitucionais e um amigo em potencial, um divisor de aguas entre ele, o cidadão, e o marginal. Até pouco tempo, mesmo com acentuada diferença no modus operandis, tinha ainda o Brasileiro certa confiança no policial, era ele considerado pelos de vida correta, O HOMEM DA LEI. e HOJE?...Como é visto pela população o policial?. Antes, ante o parco conhecimento das lides investigatórias, dos metodos cientificos hoje aplicados lá fora, o detetive hagia baseado na colheita de informações junto aos famosos dedos duro, o alcaguete, o famoso X9. Só que por trás da nefanda consultoria, havia o cuidado de filtrar as informações, de verificar e validar a veracidade das mesmas. Hoje os métodos são outros. A realidade é bem diferente. Se antes o policial que na policia se alistava pelo sentimento do bem servir, da defesa da cidadania e da vida, hoje o faz no interesse das vantagens daí advindas. Do direito a estabilidade, do rasoavel salario, e da sensação de poder que lhe empresta um distintivo. Qualificado para a missão, o cidadão policial se investe de irracional ódio a quem não lhe pertence a casta. Para ele, o policial, todo cidadão é potencial marginal, e se não detentor de poder, de razoavel fortuna, ou pelo menos conhecimento e status que lhe permita defesa efetiva, ao lhe cair nas garras termina por sê-lo. A inversão de valores e a deterioração da personalidade humana faz com que elementos ontem conscientes de suas responsabilidades e de valores éticos hoje esquecidos, no embrutamento da sede pelo poder e notoriedade, induzam a nossa mal preparada policia a erros crássos, que inumanamente, destrói vidas. Não há valor suficiente nem retração que repare o estrago feito por uma prisão, a degradação a que é submetido o ser humano injusta ou erradamente lançado publicamente no rol dos suspeitos. Nos países civilizados, o ministério publico tem o dever constitucional de investigar e coligir provas contra o elemento acusado de crimes graves, apresentar denuncia a magistratura, que baseado nessas, o julga e condena. Aqui, o magistrado expede ordem de busca e apreensão e determina a violação de lares e prisão espetacular, o que por sí constitui crime ante a lei dos direitos humanos pela exposição do acusado (que se ainda não o é, passa a ser mais um "bandido" só que Fabricado pela ação predatória da policia) ao vexame ao vilipendio, e a execração da familia inocente, mediante petição do delegado que a encaminha baseado em informações chegadas através do agente que sem a minima comprobalidade de suspeição, as teve de amigos mal intencionados, cidadãos sem idoneidade comprovada, muitas veses interessados em notoriedade ou simplesmente, desejosos de atingir a desafeto. Erram os dois. O primeiro por falta de seriedade e compostura, o segundo, por inabilidade, e no meio dos dois, o cidadão comum, é vitima da maledicencia e do despreparo, de ambos. Enquanto isso, os grandes crimes, os praticados por potentados e as veses nem tanto, ficam impunes, como impunes estão até hoje os assassinos de Vercelencio e suas filhas, de José da Costa Falcão, De George Americo, Do Dr. José Sobreira, de Japiassú Sales Jr, do Dr Carlos Laurini, do Menino Vinicius, e de tantos outros muitos dos quais nem sequer elucidados para que a sociedade lhes saiba o nome. E que podem estar impunemente salvaguardado até por um uniforme ou distintivo. Não é preciso mudar o Brasil apenas politicamente. É preciso repensar tambem este país do ponto de vista moral e estrutural, mudar as praticas abusivas de nossas corporações, ou ante a ameaça implicita de virarmos mais uma vez uma ditadura e desta vez não militar, más ideologica que é a pior das ditaduras, estaremos como cordeiros prontos para o holocausto, talvez pior, do que o imposto aos judeus sob as ordens de Adolph Hitler. Por favor senhores mandatários...Pensem nisto antes que seja tarde demais, ou que nos transformemos numa selvática Colombia, de onde pode estar vindo a inspiração para o autoritarismo em que vivemos.
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